tinha abandonado a vida real e só tinha a ver com palavras, um mar onde se perde e onde ele tem, no entanto, a sensação de estar numa situação de plenitude. Solidão, loucura, silêncio, liberdade.
A sua experiência só se consegue expressar através de paradoxos (...) domina-o a sensação de ser empurrado para a frente precisamente pela sua recusa em avançar. Isso dá-lhe uma grande sensação de bem-estar, melhor dizendo, de bela infelicidade.
Enrique Vila-Matas - Doutor Pasavento
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